Mais de 100 cruzes foram colocadas em frente ao Hospital da Criança, em São Luís, na manhã desta quinta-feira (16), em um protesto silencioso organizado por familiares de pacientes, conselheiros tutelares e amigos das vítimas.
A manifestação tem como objetivo cobrar esclarecimentos e responsabilização diante do aumento do número de mortes registradas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas da unidade.
A mobilização ocorre em meio às investigações conduzidas pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública, Polícia Civil e técnicos do Ministério da Saúde, que apuram denúncias de supostas irregularidades no funcionamento das UTIs pediátricas. A previsão é de que o ato seja mantido até as 11h desta sexta-feira (17).
De acordo com informações encaminhadas ao MP-MA, o Hospital da Criança registrou 113 óbitos em 2025, dos quais 101 ocorreram nas três UTIs pediátricas. O número representa um aumento de 62 mortes em relação ao ano anterior, conforme os dados apresentados às autoridades.
As denúncias apontam que o crescimento no número de óbitos teria ocorrido após a mudança na gestão das UTIs. Em outubro de 2025, a Prefeitura de São Luís concluiu processo licitatório que resultou na contratação do Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED) para administrar as unidades de terapia intensiva.
Segundo o Ministério Público, há indícios de que o contrato firmado reduziu significativamente os recursos destinados ao custeio das UTIs, além de diminuir o quantitativo de médicos previsto para atuar nas unidades.
O IBMED, por sua vez, nega qualquer irregularidade. Em manifestação, o diretor clínico da empresa, Paulo Bayma, afirmou que a instituição conta atualmente com uma equipe formada por mais de 20 médicos responsáveis pelo atendimento nas UTIs pediátricas do Hospital da Criança.
Fonte – Blog do Glaucio Ericeira, com informações do Imirante


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